quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Bienal do Livro de Pernambuco aposta na transformação
As letras, a alfabetização, o contato com os livros exercem importantíssimo papel na formação e integração do ser humano com a sociedade e no entendimento de si mesmo. Com o tema Literatura e Cidadania, a oitava edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que acontece entre 23 de setembro e 02 de outubro, no Centro de Convenções em Olinda, visa estimular o debate e a reflexão em torno da capacidade e do poder transformador da leitura e da escrita.
Homenageado deste ano, ao lado do poeta Mauro Mota, o cearense radicado em Pernambuco Ronaldo Correia de Brito reforça o papel da literatura na formação do indivíduo citando seu próprio exemplo. “Hoje temos a consciência de ter chegado em algum lugar. Não sei qual, mas chegamos. Devo isso a minha relação com os livros. Todas as vezes que não tinha um livro nas mãos eu me sentia um desvalido”, revela o escritor e médico.
Ronaldo divide sua atividade artística com o trabalho de assistência a pacientes do Hospital Otávio de Freitas. Ele exerce a medicina há 36 anos, com paixão e dedicação. Porém diz que mesmo durante a adolescência e nos anos de faculdade nunca tirou o pensamento das letras. O autor não se mostra muito entusiasmado com a internet, pois, na sua visão, há nesse meio “muita quantidade e pouca qualidade”. Mas, ao mesmo tempo pondera: “O saber precisa ser perpetuado. Não sei por qual meio, mas ele vai continuar, vai ser transmitido sempre. Basta lembrar do tempo da oralidade, no qual havia pessoas treinadas desde cedo para tal fim. Daí surgiram grandes obras da humanidade, como as histórias gregas e os épicos milenares da Índia, como os Vedas (conjunto de livros sagrados do hinduísmo mais antigos do que a Bíblia)”.
Fonte: JC online
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