O Maracatu rural de Baque Solto Cambinda Brasileira é símbolo de resistência. Não só por ser o mais antigo em atividade ininterrupta de Pernambuco. Mas por ser o único que não se rendeu à praticidade da cidade e manteve sua sede na zona rural, mais precisamente no Engenho Cumbi. Crédito aos homens de roupas coloridas e chocalhos que encarnam os caboclos por amor.Como antigamente.
Crédito a José Manoel da Silva, o Zé de Carro, que tem o título de presidente do Cambinda, mas bem que poderia ser chamado de chefe de família. Zé não é daqueles que só pensam no Maracatu no carnaval, por causa dos cachês pagos pelas apresentações. Ele vive o maracatu o ano inteiro. Tradição passada de avô para pai e de pai para filho. “Tudo que é bom, acredito que os pais têm interesse de oferecer aos filhos. Sou muito grato ao meu pai por ter oferecido o maracatu para eu fazer parte”, disse o pai de cinco filhas, nenhuma integrante assídua do maracatu.
Neste carnaval, o Cambinda se apresenta com 180 integrantes. A festa, claro, começa no engenho, no domingo. Como família, como manda a tradição.

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