Ronaldo J. Souto Maior – ALAOMPE
O excesso de orgulho, junto com vaidade, sempre arrasta ao fracasso, seja em qual for a profissão, e mais quando se trata daquele que manipula a arte de escrever. Escrever é um dom natural, que nasce com a vida, e ao passar do tempo, o cidadão vai sentindo, naturalmente, a necessidade de se comunicar com pessoas que nunca cruzou seu caminho, simplesmente quer trocar opiniões, expor idéias, daí passa a escrever artigos em jornais, chegando até mesmo escrever livros, trazendo e espe-rando opiniões. O livro em sí não é apenas um amontoado de folhas numeradas, requer um ritual técnico, tendo como ingrediente principal um assunto que prenda a atenção do possível leitor, e para editar escolher uma boa editora – ou gráfica -, que tenha prática na elaboração de impressão de livro, pois se assim não se cuidar, está fadado a ver seu sonho tornar-se um pe-sadelo. Num livro não pode faltar a FICHA CATALOGRÁFICA e o ISBN, pois estão garantidos os seus direitos autorais. Uma boa apresentação, geralmente elaborada por pessoa ligada ao autor, e que goze de conceito cultural será sem dúvida uma referência que dignifique a obra. Outro ponto vital é o tema abordado no livro; o autor deve esquecer que está escrevendo o livro para sí, deve refletir se o tema vai interessar a que segmento social, pois o leitor é a chave do sucesso. Crônicas, poesias, romances, contos, de pesquisas – história e sociologia – sempre tem leitores dispostos a comprar um livro. A aquisição do livro envolve um ritual do leitor, a capa com um bom visual, páginas bem numeradas, um prefácio atraente, que leve ao interesse da leitura, e um sumário que facilite a consulta do conteúdo, são alguns caminhos que facilitam ao leitor.
É verdade que há alguns escritores que imitam o “pavão”, colocam com des taque, abusamente, fotos pessoais – sem procurar indagar para sí, se o leitor está interessado em sua foto, se é formado, qual sua cor, seu credo religioso ou político, pois o leitor vai consultar o livro com visão no tema abordado. No Brasil já se ler muito pouco, imagine uma livraria abarrotada de livros que logo de início, não trazem um aspecto central do seu tema, muito dificultando a consulta.
Muitos livros estão aparecendo no interior, proliferando uma onda de escritores, todavia, quando nos deparamos com a qualidade do livro, as falhas são gritantes, uma boa parte não tem ficha catalográfica, são impressos em forma de monografia, o que é lamentável, diante do precioso tema apresentado. A nossa preocupação é justamente orientar pessoas que pretendam escrever um livro, e fazer, sem dúvida sua publicação, pois é muito importante para Pernambuco Cultural que a literatura ganhe destaque, e evidente, seus escritores dignos de nossos aplausos. A finalidade desse artigo é um alerta para os futuros escritores que ainda não tiveram oportunidade de realizar seu sonho, buscando um amplo diálogo com a sociedade. Encerro deixando registrado que “Livro não é vitrine para vaidade de escritores”, e sim, é importante instrumento do saber.
Revista PORTAL DO INTERIOR

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